TV ou não TV. É uma questão?

Fazia anos que eu não tinha uma TV. Usava o portátil para ver online os filmes ou séries que me apeteciam ver pelo que não via necessidade de ter uma televisão. E para mim sempre foi claro que queria reduzir ao máximo (ou até excluir na totalidade) o acesso à televisão ao Ki. Na minha opinião, sim é verdade que a TV estupidifica. São aqueles momentos em que ele está a ver a TV e não está a construir abrigos para que os seus animais da quinta possam dormir resguardados do frio e da chuva, ou a planear grandes viagens com o seu comboio (que na maioria das vezes transporta esses mesmos animais para as suas casas). Acredito sim que durante esse tempo, o seu “músculo” imaginativo não está a ser usado em todo o seu potencial, como se ele estivesse a brincar com os seus brinquedos.

Desde que estou nesta casa aceitei que os meus avós me comprassem uma TV. Após anos de pequenas emboscadas e repetidos suspiros: “Mas porque é que não tens TV? Faz tanta companhia! E o Ki gosta tanto!“. Dizia-me o meu avô 10 vezes por dia nas nossas visitas mensais a sua casa, enquanto acendia a televisão e sentava o Ki no sofá incentivando-o a ficar sentado a ver mais que 10 segundos… sem sucesso! Quando me mudei para cá, as 10x diárias multiplicaram-se  por 2 e já não eram mensais, eram dia sim dia não! Uff! Cedi e aceitei uma TV, pensando: ” Tenho mas não significa que esteja sempre acessa. Escolherei o que vejo e o que o Ki pode ver. Pronto! E já sou mais torturada por não ter televisão!” 

Compreendo que para uma pessoa da geração do meu avô ter televisão é um sinal de status, de inovação, de prosperidade. Não ter uma é viver nos primórdios da humanidade, ou pior, nos tempos da sua juventude quando ele ainda jogava futebol descalço na rua tendo tido os primeiros bons sapatos aos 17 anos, quando não havia lojas e as mulheres tinham de fazer e bordar os seus lençóis e camisas de noite, ou quando comer um bolo era em si mesmo objecto de celebração pois só ocorria algumas vezes por ano em épocas de festas. Compreendo que para ele a tecnologia seja um sinal de melhores tempos, de tempos de abundância. Mas acontece que parte da minha geração está precisamente a tentar voltar para trás, não seguir por esta caminho tortuoso da sociedade contemporânea.

Enfim, portanto agora com uma TV na sala é normal que seja suscitada a curiosidade do pequenote. Optei, pois, por gravar alguns programas e ao fim da tarde, apenas se o Ki pedir, deixo-o ver um pouco. Não que ele fique muito tempo em frente à TV (excepto talvez com o programa do Thomas, o comboio ou às vezes  Sam, o bombeiro), mas já que tenho a televisão em casa não quero que se torne no “fruto proibido”.

quinta2 019

Decidi gravar também um programa de animais chamado “A Quinta do Benjamim”. Como vivemos numa quinta, e espero com o tempo de ter animais, achei apropriado apresentar-lhe alguns desses animais. Qual não é o meu espanto choque ao ver, especialmente num dos episódios, a abordagem mecanizada que mostram da quinta. Neste episódio especifico mostravam um galinheiro gigante, CHEIO de galinhas; depois mostravam onde elas punham os ovos, ovos estes que vinham rolando numa passadeira mecânica; então um senhor colocava-os num tabuleiro enorme dentro duma caixa mais alta e bem mais larga que eu. Havia imensos tabuleiros em cada caixa, e haviam muitas caixas. Aqui era onde encubavam os ovos. Ao som duma campainha como qual microondas (ok, aqui estou a exagerar para efeitos dramáticos, talvez não houvesse uma campainha, mas sim que havia um temporizador), os pintos estavam prontos! O senhor abre uma gaveta (onde antes tinha colocado o tabuleiro) e ali estão: dezenas de pintos!!! Fiquei tão chocada! E é isto que mostram e ensinam às crianças como o processo normal de criação de pintainhos!

Conclusão: banido! Mantemos o Thomas, o comboio “muito útil” (juro que o dizem como 5 vezes por cada programa de 15m! Acho que querem criar crianças “muito úteis”!) e o bombeiro Sam que salva muitas vidas! Pronto! Mas sobretudo, tentar que sejam as brincadeiras que nutram o espírito do meu filho, não um painel negro!

Amor Crú, O Regresso

Sendo alentejana fui criada a pão. Entre outras coisas, claro está! Mas pãozinho alentejano quentinho com manteiga a derreter… vá! Come-se ao pequeno-almoço, para entreter o estômago antes do almoço, com a açorda ao almoço, ao lanche, para entreter o estômago antes do jantar, e para molhar sopinhas no molho ao jantar… e eventualmente antes de dormir, lá se faz também uma torradinha com “fatias de manteiga” para ir para a cama aconchegadinho.

Para mim, o pão esteve sempre presente e é um dos alimentos que tenho mais dificuldade em prescindir, apesar de me sentir incomodada e inchada sempre que como pão branco. Mas se não tivermos tempo de fazer o nosso pão com farinhas não refinadas, ou se simplesmente não apetece, o que há no supermercado que não seja pão branco é inacreditável: pão com infindáveis Es…

Assim, tenho andado em busca do pão e das bolachas perfeitas! É realmente algo sem o qual não passo! E se for crú, tanto melhor! Nada melhor que bolachinhas cruas para evitar ter aqueles desejos inusitados de pão!

Fizemos na semana passada, estas fantásticas bolachas de couve-flôr e sementes de sésamo. Sim! Couve-flor! São deliciosas! Tanto que este sábado tivemos que fazer outra “fornada”! (Grata Sara, pela dica do website! ❤ ) Como não tinha sementes de sésamo preto à mão, usei apenas sementes de sésamo branco. Mnham!

bolachas cruas

bolachas cruas

bolachas cruas

bolachas cruas

Como queria umas bolachinhas doces, decidi fazer bolachas de cânhamo e sésamo. Eu pessoalmente não gostei. Tinha um travo amargo que não me convenceu. É certo que andava com a garganta inflamada e talvez isso tenha evitado que pudesse degustar a bolacha como devia ser. Enfim… Mas, esta bolacha foi um grande sucesso com o Ki! Devorou-as num instante!

bolachas cruas

bolachas cruas

bolachas cruas

bolachas cruas e sumo verde

bolacha de couve flor (esq) e bolacha de cânhamo (dta)

Sabem quando apetece batatas fritas? E pensamos, “Vá lá, sabes que isso nutricionalmente é uma nulidade! Come uma maçã, vá!” Mas não nos apetece a maçã, ora essa! Apetecem batatas fritas! Pois descobri o que nos pode saciar! Courgete! Yap, courgete! Lembro-me que já tinha feito uma vez com uma receita deliciosa mas não me lembro onde tenho a receita, mas desta vez usámos esta. Sabe a batata? Não, pois não é batata! Mas sim que sacia esse desejo de batatas fritas e é super simples de fazer, delicioso, saudável e crú! Esta sábado, uma vez que estava a usar o desidratador, tive que fazer mais pois  acabam no dia em que se fazem. Tenho que arranjar um desidratador maior! 😉

courgete

courgete

courgete

Tenho mais umas experiências no desidratador que partilharei noutro dia!

E vocês que andam a experimentar na vossa cozinha?

{ gratidão }

{ pequenas grandes gratidões às 2ºfeiras }

gratidao25-2-13

Hoje estou grata por:

:: ver a saúde restaurada. Finalmente já me sinto melhor, quase quase boa. Esta tem sido difícil!

:: ter tantas coisinhas boas na nossa mesa! (Farei um post sobre esses pitéus durante esta semana.) Viva a abundância!

:: amanheceres com nevoeiro, em que urge sair lá fora e respirar profundamente o ar da manhã, húmedo e mágico!

:: meias de lã! meias de lã! meias de lã! brrr…

:: ter a oportunidade inédita em 2 anos de maternidade de manter a minha prática de sadhana diária antes do amanhecer, ainda que por vezes com um pequenito ensonado ao lado lendo livros e brincando com o temporizador. E já lá vão cerca de 2 semanas! Wahe Guru!

:: estar presente para celebrar mais um aniversário da minha querida avó. E já vão 75!

:: sentir que a Vida me coloca exactamente onde devo estar.

 

E vocês, que agradecem hoje?

:: inspirado em Snatam Kaur’s Gratitude Monday no Spirit Voyage:: 

 

Um novo amigo…

Num dos nossos passeios pela quinta, à procura de casas de coelhos (ou seja, tocas, e dos seus habitantes, claro!) descobrimos novos vizinhos. Mas foi um em particular que cativou o Ki! Acompanham-nos?

passeio

passeio

passeio

No caminho encontrámos uma casa das fadas… com uma pequeno inquilino: “um cocoi a domi” (“um caracol a dormir” em idioma de Ki).

casa das fadas

Mas nada dos coelhos… Foi então que… (por favor, não reparem no blusão cheio de lama… ele tinha andado a saltar nas poças!)

passeio

passeio

passeio

passeio

passeio

passeio

passeio

Na quinta do vizinho há cavalos, ovelhas e cabras, o que fez o Ki delirar!

Tem um catato, mãe, um catato!” repetia o Ki entusiasmado (“Tem um casaco, mãe, um casaco!”).

Pois tem amor, é para não ter frio e para se proteger da chuva.“- disse-lhe.

Pio, mãe?” (Frio, mãe?)

Sim, e para se proteger da chuva!” – repeti, ao qual ele assentiu com a cabeça.

Depois de algum tempo, durante o qual o Ki olhava para o cavalo absolutamente fascinado (e em camarote, ah pois é!), decidimos voltar para casa. Ou melhor, a mãe decidiu voltar para casa e arrastar o pequenote. Entretanto, até a Aura aproveitou para dar uma espreitadela neste estranho animal. À cautela, claro, como não?

aura

No caminho apanhámos algumas flores para as “padas do poto” (em português: “fadas do fogo”), para colocarmos na fada do castiçal onde acendemos a vela durante as nossas refeições. (Agradeço mais uma vez que não reparem no blusão, ok?)

passeio

E foi assim, o nosso passeio! Sei à partida que a partir de agora visitas diárias ao cavalo serão exigidas. Mas é para isso que cá estamos, verdade?

Kundalini Yoga na Terceira Idade

ky sénior

Tive a oportunidade de trabalhar durante o Verão com um grupo sénior numa Residência Geriátrica em Almoçageme. Foi uma experiência que me cativou pela surpreendeNte abertura e dedicação de todos aqueles sábios anciãos. E a prova que Kundalini Yoga pode ser feito por todas as faixas etárias, foi-me dada por activos alunos já em cadeiras de rodas ou andarilhos.

E o que pode Kundalini Yoga fazer pelos nosso anciãos?
– permite maior mobilidade articular,
– alonga e fortalece os músculos motores e os esfínteres,
– fortalece o sistema imunitário,
– baixa a pressão arterial,
– estimula a circulação de retorno,
– regula os ciclos do sono,
– atenua a depressão e o stress.

Mas acima de tudo, proporciona um aumento de auto-confiança e felicidade, capacitando o praticante a conviver melhor consigo mesmo e os outros; capacitando-o a compreender-se no grande ciclo da vida e da morte.

ky senior

SE ESTIVEREM INTERESSADOS EM TER AULAS DE KUNDALINI YOGA SÉNIOR NA VOSSA INSTITUIÇÃO NA ZONA DE ÉVORA, ESTOU AO VOSSO DISPOR!

Mais vale tarde que nunca, certo?

Lembram-se dos projectos de tricot das prendas que fiz para o Solstício de Inverno? Acabei por apenas poder completar 3 peças uma vez que meteu-se toda uma mudança pelo meio.  Aqui seguem as fotos dos trabalhos acabados e (já que estamos em meados de Fevereiro?!? ooops) bastante usados! Mas mais vale tarde que nunca, certo?

Para este gorro de duende adorável, usei as instruções no blog Little Home Blessings. O Ki amou o gorro e eu… acho que quero um para mim!!!

gorro de duende

gorro de duende

gorro de duende

gorro de duendePara estas golas usei o modelo da DROPS ainda que com ligeiras alterações. Mas como usei uma lã mais grossa, ficou mais aconchegadinho ao pescoço. Ideal para os Invernos alentejanos. Repetirei o modelo com lã que eles recomendam para uma gola mais ligeira para a Primavera. A mãe e a irmã parecem satisfeitas! E a irmã fez de modelo! Grata, maninha!

Golas

Gola cinza

Gola cinza

Gola azul

Gola azul

E o próximo projecto? Ainda é surpresa!

Actualização: Questionaram-me sobre o gorro. Sim, este foi o projecto que fiz em redondo com as 5 agulhas. Para minha surpresa, tendo nas mãos tantas agulhas (à laia de Eduardo Mãos-de-Tesoura), foi muito fácil trabalhar com as 5 agulhas. Requer mais atenção, mas foi muito divertido! Repetir? Sim!!!