Mais panquecas? Com aveia? Feito!

Claro, como não podia faltar, experimentámos uma nova receita de panquecas, desta feita, panquecas de aveia!

Somos, sem sombra de dúvida, amantes incondicionais de panquecas! Desde pequena que a minha mãe tem uma receita de panqueca absolutamente divina (já partilharei um dia). E cresci com estas deliciosas lembranças, ainda que na tradição da minha família não são pequeno-almoço. Comem-se ao serão quando apetece urge algo doce. Sim, porque essa panqueca leva açúcar… E infelizmente ainda não consegui veganizar…

Bom, de qualquer forma, descobri mais tarde que as panquecas estilo americano são igualmente deliciosas e nutritivas pelo que são perfeitas para quebrar a rotina do pequeno-almoço.

Simbolicamente, as panquecas são um símbolo solar. Assim, cozinhando e comendo estes redondos “bolos de frigideira” estamos a invocar o Sol e a energia solar, expansiva e dinâmica, para que nutra os  nossos corpos, os nossos espíritos e o nosso lar!

Assim, apelemos ao Sol para que aqueça estes dias frios e comamos panquecas!

 

Panquecas de Aveia

4 x de farinha de aveia (ou aveia em flocos triturada)

4 x leite vegetal (amêndoa, soja, arroz…)

4 cs de manteiga biológica derretida (eu usei óleo de girassol)

4 ovos de galinhas criadas ao ar livre (eu usei linhaça*)

1 cc sal marinho

2 cc fermento em pó (tipo pó royal)

* 1 cs de linhaça moída demolhada em 3 cs de água por cada ovo.

 

1. Demolhar a aveia no leite e guardar no frigorífico durante a noite.

2. Juntar os restantes ingredientes.

3. Fazer as panquecas numa frigideira oleada.

panqueca de aveia

panquecas de aveia

Eu fiz apenas metade da receita e ainda sobrou massa para a manhã seguinte, que guardei no frigorífico. Portanto essa receita faz muuuitas panquecas!

E lembram-se da compota de maçã da semana passada? Podem imaginar combinação mais deliciosa?

panquecas de aveia com compota de maçã

Ah, como a vida é boa!

panquecas de aveia com mel, canela e banana

Pauri 33

“Quem quer que cante o pauri 33 do Japji Sahib 25 vezes por dia, não há nada na Terra que ele não tenha. Guru Nanak cantou este pauri como um sampuran kriya, um selo perfeito, perfeito. Este pauri significa que se não pedires nada, terás tudo – essa é a lei. Quem quer que cante este pauri 25 vezes por dia, não há nada na Terra que não tenha. Não peças nada, apenas louva a Deus.” – Yogi Bhajan, 3 Julho de 1982

Todos alguma vez na nossa vida sentimos nalgum momento que estamos a remar contra a corrente, que estamos impotentes perante algo que não conseguimos mudar, algo que não conseguimos concretizar. Não é preciso ser um génio para saber que, levando a metáfora um pouco mais longe, remando contra a corrente o mais provável é ficarmos exactamente no mesmo sítio, mas completamente esgotados e bastante doridos.

É nesses momentos que compreendemos que a resposta está em render-nos. São estes momentos que nos ensinam a humildade e nos obrigam a largar a (tão equivoca) noção de que podemos controlar tudo. E aprendemos que nada há a temer, que podemos confiar que Deus, a Deusa, O Universo, Alá, …, nos amam pois somos seus filhos e sempre proverão tudo quanto necessitamos.

O Pauri 33 do Japji Sahib, escrito por Guru Nanak, recitado pelo menos 11 vezes por dia, devolve-nos a esse estado de rendição e humildade ante o Poder Infinito. Este pauri destrói o ego, eliminado a negatividade e a nossa natureza destrutiva, trazendo-nos a experiência da nossa própria divindade.

Durante quanto tempo deves praticar esta meditação? Vê aqui.

shabad 204

Aakhan jor, Chupai nah jor,

Jor na mangan den na jor

Jor na jeevan maran nah jor

Jor na raaj maal man sor

Jor na surtee giaan vechaar

Jor na jugtee chhutai sansaar

Jis hath jor kar vekhai so-e

Nanak utam neech na ko-e

Sem poder para falar, sem poder para ficar em silêncio.

Sem poder para pedir, sem poder para dar.

Sem poder para viver, sem poder para morrer.

Sem poder para governar, com riquezas e através das minhas manipulações mentais

Sem poder para conectar-me com  Deus através da meditação, para contemplar a sabedoria espiritual.

Sem poder para encontrar uma forma de liberar-me desde mundo.

Apenas Ele tem o poder nas suas mãos, Ele que tudo vê.

Nanak, ninguém está no cimo e ninguém está em baixo.

Mais:

(video) The end of all fear, por Satya Singh, com um trecho da minha versão favorita a cappella deste mantra, numa bonita comunicação celestial. Contudo, para o efeito desejado basta apenas recitar o pauri. Com muito amor, claro!

Rendirse y dejar ir…, Har Rai Kaur escreve sobre este transformador pauri.

33rd Pauri of Japji Sahib, por Ek Ong Kaar Kaur Khalsa, no Spirit Voyage.

Mantra for Ego: Aakhan Jor, por Ramdesh Laur, também.

Ego Eradicator, por Dev Suroop Kaur, com uma linda tradução deste mantra.

The Effects of the Pauris of Japji, uma breve  lista de pauris e dos seus efeitos.

Japji Sahib, uma viagem pelo Japji com indicações muito completas do poder de cada pauri (com transliteração e tradução em inglês).

O que se cozinha por aqui: hummus e paratha

Sabem quando não apetece cozinhar? Aposto que sim! E quando não apetece comer… assim… nada em especial… talvez só picar qualquer coisa? Também, certo? E quando não apetece cozinhar e, juntando muita força de vontade, quanto muito fazer apenas qualquer coisa para petiscar, assim tipo… muito rápido? Hum, hum. Já todas passámos por isso, verdade?

Pois, a minha solução normalmente é hummus! Hoje em dia faço tudo a olho, mas no início esta era a receita que usava. Faz muitos anos que adaptei esta receita (pois nessa altura não tinha os copos de medidas) e infelizmente não me lembro de onde tirei a original. Mas aqui fica:

Hummus

1 frasco de grão cozido (+- 400gr)

50 gr tahini

35 gr água quente

35 gr azeite

2 dentes de alho (aqui depende do gosto)

1 cc cominhos moídos

1 limão, sumo

sal e pimenta q.b.

Colocar tudo no robot de cozinha ou usar a varinha mágica. E está pronto! Eu pessoalmente rego com óleo de sésamo e polvilho com pimenta caiena, para lhe dar algum picante (e o Ki adora e não refila, logo, a mamã agradece pois não prescinde desse toque picante).

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O fantástico do hummus (e correndo o risco de desvirtuá-lo, chamemos-lhe então pasta de grão) é que é super versátil mantendo a base grão+azeite+alho+limão. Já fiz com sementes de sésamo à falta de tahini, com cominhos, sem cominhos, com tomate seco, e até mesmo sem limão. Junto cenoura ralada, ou salsa, ou coentros, ou tudo isso, ou como a simples pasta de grão! E é sempre maravilhoso e tão nutritivo!

E os miúdos adoram pois não só é saboroso como podem mergulhar pedaços de pão, bolachas de arroz ou legumes crús (os nossos favoritos são bróculos, couve-flor e aipo) ou ainda fazer pinturas com os dedos cheios de hummus na toalha de mesa. Ah, pois é!

Mas e quando de repente olhamos para o saco do pão e este está vazio ou o pão não chega? E quando precisamos de pão para “à bocado” e não temos tempo de fazer (preparar, amassar, levedar, amassar, levedar, cozer…)? É-vos familiar? A mim acontece-me muitíssimas vezes. Especialmente porque raramente compro pão. Mas também para isto tenho solução! Paratha! Pão de trigo integral indiano feito na frigideira! É super rápido e a criançada pode ajudar! Vejam o vídeo pois só assim nos damos conta do fácil que é!

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As minhas parathas não ficam assim redondinhas como as da Sra. Manjula, mas ficaram seguramente tão deliciosas como as dela. Eu fiz a receita a dobrar. Nessa noite acompanhámos com o hummus e, na manhã seguinte, estendi a massa para comermos paratha quentinha ao pequeno-almoço barrada com tahini e mel.

É o que dá quando (re)encontramos um livro de cozinha indiana e de repente apetece fazer todas aquelas deliciosas receitas! Nada como revisitar livros de cozinha para nos devolver alguma vontade de cozinhar! Caril de soja. Feito. Paratha. Feito. Próximo: paratha recheada com batata? Talvez pakoras?… hummm…

E vocês que andam a cozinhar?

{ gratidão }

{ pequenas grandes gratidões às 2ºfeiras }

gratidao

Hoje estou grata por:

:: bibliotecas! Não uma qualquer, mas a biblioteca municipal de Évora que finalmente tem serviço de empréstimo! Ok, ok, já tem faz cerca de 6 anos, mas onde estava este serviço quando andei a estudar na universidade? Deixando isso de lado, eu simplesmente adoro bibliotecas… tantos livros, conhecimento concentrado, potencialidade, descoberta, silêncio e claro, cheiro a livro! Dá vontade de nos sentarmos a um canto e devorar quantos livros nos apeteça e nunca mais sair de lá! Mas saí! Trazendo, no entanto, parte de tudo isso comigo!

:: queridos e amados amigos, que mesmo distantes aquecem-nos o coração e o mundo parece logo menos assustador!

:: meditar, meditar, meditar! Limpar a mente de tudo o que não nos faz falta, transcender o ego  e alimentar a alma! Não há nada mais poderoso!

:: revisitar a gastronomia indiana e trazer para a nossa mesa refeições simples e deliciosas! (farei um post sobre isto, sim!)

:: A PRIMAVERA TER CHEGADO!!!!!! Ah, já cá faltava, certo? Ando à espera faz tanto tempo! E apesar de ir chovendo, ela está aqui! Ela JÁ está aqui! Sentem?  Eufórica, eu?!? Por poder deixar de usar tantas camadas de roupa, por poder passar mais tempo lá fora e começar a minha horta, por ter a casa inundada de sol todo o dia, por poder começar a andar descalça em casa? Oh, sim!!!! Mas acima de tudo por a sábia Mãe Terra nos mostrar que a imensa roda da vida não pára, que toda a escuridão tem um fim e que dias cada mais quentes e cheios de luz virão, que cada momento é uma oportunidade de nos reinventarmos!

:: viver e aprender com este Ser cheio de luz! Desenleemo-nos das convenções que nos dizem o que se espera de nós como pais, pois se abrirmos o coração e escutarmos com os ouvidos da alma, são os nossos filhos que estão aqui para nos ensinar tantas coisas, tão importantes! Estou deveras grata que, olhando em redor, consiga compreender o que EU espero de mim como MÃE. E, mesmo quando sinto que falhei, tento tratar-me com bondade e perdoar-me!


E vocês, que agradecem hoje?

:: inspirado em Snatam Kaur’s Gratitude Monday no Spirit Voyage:: 

 

40 dias?

Sat Nam!

Uma das questões mais comuns é por quanto tempo devemos manter uma prática, seja ela uma kriya ou uma meditação. Em Kundalini Yoga, sugere-se manter uma prática espiritual pessoal – sadhana – por períodos de 40, 90, 120 ou 1000 dias:

40 dias, mudas um hábito, incorporando novas experiências e aumentando as tuas capacidades.

90 dias, confirmas um novo hábito, limpando o subconsciente.

120 dias, tu és o novo hábito, trazendo a sua consciência para o teu dia-a-dia.

1000 dias, tens a total maestria do novo hábito, confirmando a tua consciência, para além de tempo, do espaço e das circunstâncias.

Assim, numa prática pessoal, recomenda-se manter a sadhana pelo menos durante 40 dias, de forma a permitir que a meditação ou kriya penetre no subconsciente de forma a libertar-nos de padrões emocionais ou de pensamento.

Deixo-vos um video em inglês de Guru Singh que explica a tecnologia dos 40 dias:

Ler também:

40/90/120/1000 Day Sadhanas, no 3HO Kundalini Yoga.

La magia de los 40 dias, pela linda Har Rai Kaur.

Panquecas de trigo integral

Sat Nam, cibernautas!

Lembram-se das ditas panquecas integrais que tanto falo? As que constam no The Tassajara Bread Book? Eu nunca tinha colocado a receita pois não acho correcto partilhar algo dum livro sem autorização do autor. Contudo, encontrei a receita online. Yupi!

Já experimentei muitas receitas de panquecas, muitas! Mas, ou não eram integrais, ou simplesmente não funcionavam (especialmente na parte do virar na frigideira por não terem a consistência devida e ficava todas partidas e cruas… desespero!). Esta receita funcionou na perfeição desde o primeiro dia! E é uma delicia!

Aqui fica a receita!

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Panquecas de trigo integral

(legenda: x-xícara, cs-colher de sopa, cc-colher de chá)

 

2 x farinha de trigo integral

3 cc fermento (tipo pó royal)

1 cc sal

1 cs açucar mascavado ou mel

3 ovos, separados

2 x leite

1/2 x óleo

 

1. Misturar a farinha, fermento, sal e açúcar (se usares mel junta aos líquidos).

2. Bater o leite e o óleo (e o mel), e juntar às gemas batidas.

3. Misturar os ingredientes líquidos com os secos e envolver as claras em castelo.

4. Cozinhar numa frigideira oleada.

 

Eu pessoalmente não separo os ovos (preguiça?!? Não!!! Bom, talvez! Sim… definitivamente!).

E, claro, é uma receita que se pode “veganizar” sem qualquer dificuldade! Eu uso sempre leite vegetal (seja de soja, aveia, arroz… o que tiver), mas em relação aos ovos, se os tiver uso, se não, substituo cada ovo por 1 cs de linhaça moída demolhada em 3 cs água.

Para toppings… O nosso favorito é barrar a panqueca com óleo de coco, banana às rodelas, um fiozinho de mel ou agave e polvilhar com canela. Mas funciona bem com doce e salgado! É deixar voar a imaginação!